Registro Completo


[010607]

[ impressão]

Referência:
GRIGOLETO, Maira Cristina, MURGUIA, Eduardo Ismael. O patrimonio como determinacao da memoria: os bastidores da dinamica processual do tombamento da casa do presidente prudente de moraes . . ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIENCIA DA INFORMACAO, ANCIB . Anais..., 2010. p. 1-26

Descritor(es):
MEMORIA E INFORMACAO, LUGARES DE MEMORIA, PROCESSOS DOCUMENTARIOS, PRESIDENTE PRUDENTE DE MORAES .

Resumo:
Esta comunicação trata sobre a importância da exteriorização e materialização da memória para sua preservação institucional, uma vez que só é possível a preservação de suportes de memória, de elementos tangíveis. No campo da Historiografia, Filosofia e Sociologia, muitas são as discussões frente ao estabelecimento de "lugares de memória", entre elas a inevitável necessidade de exteriorização e materialização da memória em suportes para sua efetiva preservação. Neste sentido, o presente trabalho focaliza na constituição de "lugares de memória" frente a ações institucionais direcionadas ao reconhecimento e transformação de memórias sociais em memória coletiva/nacional. Nosso objetivo principal é a verificação dos processos e dos percursos que possibilitaram a organização de memórias e a seleção de lugares como sustentáculos para preservação e identificação de uma memória nacional. Para isso, apresentaremos algumas visões e contextualizações sobre as noções de memória (individual, social, coletiva/nacional) e "lugares de memória"; as relações entre memória e informação, memória e história e memória e esquecimento. Por fim, analisaremos duas ações direcionadas à transformação da antiga residência de Prudente de Moraes, primeiro Presidente Civil do Brasil, em "lugar de memória". Assim, com a escolha desse caminho pudemos perceber a necessidade de habilidades e competências para olharmos e tratarmos os elementos de cultura, caso o intuito seja garantir ações que reconheçam e inter-relacionem as vontades de memória com os objetos selecionados para serem seus suportes. Concluímos, então, que um "lugar de memória" é fruto da vontade de memória e decorrência de ações, muitas vezes, autoritárias. No entanto, mesmo sendo resultado de enquadramentos categóricos, da exteriorização e transformação da memória individual poderá abrir precedentes para que novos espaços e ambientes diversificados de vivências, memórias e (re) significações emirjam.